Novas descobertas no campo do antienvelhecimento (Julho 2016)


antienvelhecimentoComposta por vitaminas do complexo B, que auxiliam a circulação; vitamina A, que deixa a pele bonita e ajuda a visão; vitamina C, que beneficia o sistema imunológico e contém ácido fólico, que melhora a saúde cardiovascular, agora um novo estudo publicado no periódico “Nature Medicine” afirma que a romã pode ajudar a combater o envelhecimento!

As mitocôndrias, nossa centrais de energia, estão em todas as células.

À medida que envelhecemos, nossas células começar a apresentar cada vez mais dificuldades para reciclá-las.

As mitocôndrias começam a perder sua função primordial e começam a se acumular na célula.

Este processo afeta a saúde de muitos tecidos, incluindo os músculos, que acabam se enfraquecendo gradualmente ao longo dos anos.

O acúmulo destas mitocôndrias que funcionam mal parece também desempenhar um papel importante em outras doenças do envelhecimento (p.ex. doença de Parkinson).

Neste estudo, os investigadores identificaram uma molécula, a urolitina A, que restabelece a capacidade da célula em reciclar os componentes defeituosos da mitocôndria.

Esta é a única molécula conhecida capaz de reativar o processo de limpeza mitocondrial, conhecido por mitofagia.

Caenorhabditis elegans

Os investigadores começaram por fazer testes em um nematódeo, Caenorhabditis elegans, pois ao fim de oito a dez dias este já é considerado idoso.

Verificou-se que a longevidade deste organismo, quando exposto à urolitina A, aumentou mais de 45%, quando se comparou com o grupo de controle.

Experiências realizadas em ratos demonstraram que o processo de reciclagem ocorria de uma forma robusta nos animais que foram expostos à urolitina A.

Os ratos idosos demonstraram uma resistência 42% maior em testes físicos, quando comparados com os ratos controle.

Na verdade, a romã contém o precursor da urolitina A.

Este é convertido em urolitina A pelos microrganismos intestinais.

Desta forma, a quantidade de urolitina A que é produzida pode variar bastante, dependendo da espécie animal e dos microrganismos presentes em sua flora intestinal.

Alguns indivíduos podem não conseguir produzir a molécula, e portanto, não se beneficiam com o uso de suco de romã.


Publicado em 02/08/2016

Autor: 
Dr. Renato Riccio
Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) – Medicina Funcional e Integrativa com foco em Estilo de Vida.

Fonte: 

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