O abuso emocional na infância aumenta o risco de desenvolver enxaqueca na vida adulta


Os efeitos do abuso emocional durante a infância podem ser muito mais profundos do que imaginávamos.

A maioria das feridas emocionais causadas por uma infância traumática não podem ser vistas a olho nu, chegam a passar despercebidas até mesmo aos olhos da própria vítima.

Cada vez mais estudos são feitos visando esclarecer os efeitos psicológicos e biológicos que uma infância traumática pode causar.

Caso não sejam tratados, esses efeitos podem acompanhar a pessoa durante toda a sua vida adulta.

Um exemplo disso vem da pesquisa realizada pela “Academia Americana de Neurologia”, que descobriu através de um estudo que as crianças emocionalmente abusadas tinham mais risco de desenvolver enxaqueca na fase adulta.

Os riscos de desenvolver enxaqueca aumentavam consideravelmente nos casos de abuso sexual.

Esse estudo foi muito importante, envolveu cerca de 14.484 participantes entre 24 e 32 anos de idade que foram avaliados através de um questionário.

Esse questionário indagava se os participantes sofreram algum tipo de abuso emocional quando crianças e se foram abusados verbalmente por afirmações que os faziam se sentirem não-amados pelos seus pais ou cuidadores.

Também foi avaliado se eles haviam sofrido algum outro tipo de abuso físico ou sexual.

O resultado foi muito preocupante: Cerca de 47% dos pesquisados disseram ter sofrido abuso emocional; 18% disseram ter sofrido abuso físico e 5% confessou ter sido abusado sexualmente.

Esses dados foram comparados com as que responderam sofrer de enxaqueca e descobriu-se que aquelas que haviam sido abusadas emocionalmente tinham 52% a mais de chances de sofrer de enxaqueca na idade adulta, em comparação com aquelas que não haviam sido abusadas, mesmo após o controle de outras variáveis como idade, condição socioeconômica, raça e sexo, os dados continuaram estáveis.

Cada vez mais torna-se evidente que não se pode separar o físico do psicológico.

O abuso emocional tem um impacto enorme sobre a nossa saúde.

Já está mais do que na hora de darmos a importância que esse tema merece, para que mais tarde não tenhamos mais tantos adultos feridos por uma infância traumática.


Publicado em 4 de julho de 2016

Autora: Raquel Lopes – Estudante de Relações Internacionais, gosta de literatura, psicologia e viajar por aí.

Fonte: 

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