Confira alguns depoimentos

Confira alguns depoimentos dados ao Instituto Oncoguia


  • Jozeane Aparecida Beraldi Fedrigo – Câncer de Colo do Útero

    Tive uma ferida e fui encaminhada para a cauterizacão, mas não fui. Meu filho mais velho estava com 3 anos na época. Passei por uma ginecologista depois de um ano e ela disse que meu útero e colo estavam limpinhos, não havia ferida. Então relaxei, engravidei do meu segundo filho e fiquei 6 anos sem fazer preventivo, resultado carcinoma in situ.


     

  • Marilene Silveira Pereira – Câncer de Mama

    Olá, venho carinhosamente agradecer pelo lindo lenço recebido, fiquei muito feliz pela forma em que me enviaram, pelas mensagens.

    Que Deus possa abençoar em dobro a todos vocês por esse lindo gesto, com certeza aumentou muito minha autoestima e vai continuar a aumentar a autoestima de muitas outras mulheres.

    Obrigada de coração!


     

  • Cecilia Aragão – Câncer de Glândulas Salivares

    Em novembro de 2015, tirei um carcinoma da Parótida, com esvaziamento cervical. Graças à Deus, minha cirurgia foi tranquila e não tive comprometimentos dos nervos faciais.

    Foi indicado tratamento radioterápico somente, que ainda não comecei. Hoje apesar da dormência na orelha e sensibilidade no local da cirurgia, estou bem. Minha única preocupação é quanto a essa demora para começar a radioterapia.

    Mas, com fé em Deus esta semana terei uma posição. As vezes sinto uma tristeza profunda, talvez medo de uma recidiva. Falam para não pensar na doença e eu sinceramente ainda não descobri esse caminho.

     


     

  • Shirley Cardozo da Siva Carmo – Câncer de Mama Avançado

    Tive em 2012 neoplasia maligna mamária, fiz vários exames e fui para cirurgia.

    Fiz quadrante, esvaziamento nas axilas, quimioterapia, radioterapia e graças à Deus estou me recuperando muito bem. Sinto-me curada, mas continuo com os exames periódicos.

     


     

  • Gisele Filgueiras Henrique – Câncer de Rim

    Descobri em maio de 2015 que tinha um câncer de rim e só em dezembro consegui fazer a nefrectomia radical.

    O médico disse que estou curada. Eu não acredito que se viva normalmente com um rim apenas. Sinto muita dor ainda, canso até para falar no telefone e ele disse que eu só preciso fazer o acompanhamento, nem me explicou direito o resultado da biopsia.

    Mas eu estou bem, não posso ainda fazer as tarefas domésticas, a cirurgia foi aberta e o médico disse que é normal.

     


     

  • Talita Petean – Câncer de Colo do Útero

    Fiquei pensando como desabafar sem cansar ninguém … Tenho muitas dúvidas, estou pesquisando bastante, por isso resolvi compartilhar com vocês meu processo de tratamento, dúvidas e respostas. Primeiro quero me apresentar: Meu nome TALITA, tenho 30 anos, namoro há 7 anos e estou noiva há 2 anos, não tenho filhos, sou RH em uma indústria de plásticos.

    Há 12 anos faço tratamento de pré-diabetes e tireóide. Tudo começou assim: em setembro de 2015, passei com meu ginecologista, consulta de rotina e ele me pediu papanicolau, transvaginal e ultrassom do seio.

    Logo os exames ficaram prontos e voltei ao meu médico. Ele me disse que meu transvaginal e ultrassom estavam ótimos, ai ele abriu o papanicolau e veio a surpresa: estava com uma alteração NIC III. Nesse mesmo dia ele coletou amostras do meu útero para mandar para biópsia e por sinal passei muita dor. 

    Retornei em Novembro de 2015 para pegar o resultado e infelizmente tive más notícias, meu exame realmente estava alterado e eu estava realmente com a alteração no colo do útero. Em dezembro fui até o consultório de meu médico, certa que iria fazer uma cauterização, levei até meu noivo junto. Chegando lá tive a surpresa, meu médico me disse que eu teria que fazer uma operação de alta freqüência de conização/amputação, e coletou um exame chamado PCR (o médico me explicou que é igual a um DNA para verificar qual o tipo de vírus estava me afetando). 

    Na semana seguinte, fui fazer entrevista com o anestesista. O médico havia comentado que iria me passar a raqui. Chegando lá o anestesista me fez várias perguntas do tipo: tem alergia? Faz exercícios? Se alimenta bem? Etc. Por fim, decidiu me dar uma anestesia geral, pois a operação seria muita rápida. 

    No dia 22/12/2015 fiz a conização do colo do útero. Foi super tranqüilo, mas fiquei morrendo de medo. Me deram anestesia geral e a cirurgia durou 5 minutos. Depois de 30 minutos acordei da anestesia, fui para o quarto, fiquei um tempo tomando soro. Almocei, e como não estava sentindo nada, logo recebi alta. 

    Passei alguns dias com cuidados redobrados (deitada, sem esforço). Ele me receitou antibiótico por 7 dias e uma pomada para aplicar. Lembrou também sobre os cuidados com calcinhas (lavar e passar), com banheiro (tem que ser higienizado com álcool) e pediu que usasse sabonete íntimo. 

    Fiquei 22 dias com pequenos sangramentos, fiquei preocupada, mas meu médico disse que levava até 3 meses para desinchar. Passei o Natal e o Ano Novo em desespero, aguardando ansiosamente o resultado da biópsia. Aguardei ansiosamente 23 dias pelo resultado da biópsia e quando veio o resultado, me deparei com essa frase: "você está com câncer no colo do útero". Meu Deus, eu, com câncer? Como assim? Meu médico me explicou que peguei o vírus do HPV 16 e ele é um vírus cancerígeno. Perguntei de onde veio esse vírus, pois estou com meu noivo há 7 anos e certamente somos fiéis ( aí surgiu aquela pulga atrás da orelha, será que estou sendo traída?). 

    O médico me explicou que por conta de ser pré-diabética e ter problemas na tireóide, minha imunidade baixou demais e o vírus aproveitou a oportunidade. Disse que provavelmente meu organismo gerou sozinho. Sobre isso estou pesquisando mais coisas, pois não fiquei satisfeita com a resposta. Enfim, ele me disse que tínhamos duas notícias: boa e ruim (óbvio que eu quis a boa primeiro). A boa era que esse tipo de vírus têm vacinas e tem cura. Ufaaa! A ruim, é que esse vírus danado, pode ter deixado algum tipo de "bagunça” dentro do meu útero. 

    Assim, a orientação foi a de tomar 3 doses da vacina quadrivalente HPV 16 (0, 2, 6 meses: data escolhida (1ª dose), 60 dias (2ª dose) e 180 dias (3ª dose), aliás eu e meu noivo). Essa vacina não tem na minha cidade, pois é paga (R$ 380,00 cada dose).

    O médico me disse que esse tipo de câncer não causa metástase (espalhar pelo corpo): menos mal! Retorno em Março/2016 em meu médico. 

    Saindo de lá eu pensei: E agora? Estou com câncer! Primeiramente você precisa ter um companheiro compreensivo, o meu por sinal é um anjo na terra, e precisa ter apoio de sua família. Saindo de lá liguei para minha mãe, conversei com ela e depois liguei para meu pai, acho que foi o que sentiu mais, dava para perceber a voz de desespero dele no telefone. 

    E aí, o que falar para as pessoas? Decidimos que iríamos contar para nossas famílias e para minhas amigas. A notícia caiu como uma bomba para todos, mas me segurei forte!

     


     

  • Lenir de Castro viana – Sarcoma Uterino

    Após um ano de dores terríveis no abdome, passado do ginecologista que dizia "mioma não dói" para o urologista que dizia "os cálculos não estão em local que dói", finalmente o meu médico que é cardiologista pediu uma tomografia total do abdome e o meu útero estava com volume três vezes acima do normal e os miomas também haviam crescido tanto que escondiam tudo mais. 

    Após três cirurgias, 16 sessões de quimio e estando em curso para completar 25 sessões de radio, posso dizer o que é pior no processo: pessoas que durante 10 anos ou mais sem nunca trocar qualquer tipo de contato pessoal ficam "gentis" e chegam ao cúmulo de me abraçar e beijar! Outra, que me prejudicou de forma absoluta no trabalho, quando tinha uma dívida de gratidão comigo, visitou-me e, para variar, abraçou-me e chorou de modo compulsivo! 

    Senti que passei a ser alvo de pena e isto me fez muito mal. Pessoas da minha família gritaram comigo e deram ordens para mim e também, para minha cuidadora, como se fôssemos duas criancinhas imbecis!

     


     

  • Luana – Câncer de Colo do Útero

    Tenho 26 anos e descobri que estou com um carcinoma in situ com extensão glandular de colo de útero. 

    Tudo evoluiu tão rápido, ano passado, em setembro eu estava dando à luz ao meu filho e o preventivo fora feito meses antes sem qualquer alteração. 

    Contraí o HPV de uma traição do meu esposo. Havíamos nos separado e nisso ele conheceu outra mulher. Por pressão da minha família conservadora que achava melhor eu criar meu filho dentro de uma família e não como mãe solteira, eu voltei com ele. 

    E agora, descobri o câncer. Não sei como me sinto, se tenho ódio, se estou revoltada, se estou com medo de deixar meus filhos, meu Deus, como meus filhos vão ser criados sem mim? 

    Fico me perguntando o que será que está passando na cabeça do meu marido, se eu morrer, será que ele vai ter coragem de contar aos nossos filhos? Se eu me curar, como perdoar alguém que quase me tirou a vida? Como continuar amando e respeitando alguém que fez com que eu tivesse que passar por procedimentos tão dolorosos? 

    Eu tenho parente que faleceu de CA uterino em menos de dois meses e nesses dois meses eu vi essa pessoa sofrer tanto, com tantas dores, tanta humilhação… Tanto medo…..

     


     

  • Jussara Del Moral – Câncer de Mama

    Muita gente aqui já me conhece. Além de paciente de câncer eu sou muito exibida e vira e mexe apareço num vídeo, numa entrevista, numa ação do Outubro Rosa ou em qualquer lugar que eu seja convidada e possa levar a minha marca registrada que é um sorrisão que as vezes nem cabe na foto. 

    Tive o primeiro diagnóstico de câncer de mama em 2007, em 2009 diagnóstico de metástases pulmonares e em 2013 diagnóstico de metástases ósseas, localizadas principalmente na calota craniana. 

    Quase nove anos depois, várias cirurgias, quimios, rádios, exames que enchem um maleiro do meu guarda roupas, incontáveis picadas, várias perucas e lenços, eu me encontro aqui falando de tudo isso como se fosse passado e pasmem, me perguntando como eu ainda não tinha colocado meu depoimento aqui… 

    Uma caminhada nada fácil, mas não tão difícil assim que eu não pudesse vencê-la. Vencer talvez não seja o termo exato porque um câncer de mama metastático significa, no meu entendimento, uma doença crônica, que me fará companhia pelo resto da vida, vida essa que poderá acabar dessa doença ou de qualquer outra, amanhã ou daqui há muitos anos. 

    Desta maneira tenho feito da vida, uma vida de dias vitoriosos, uma batalha ganha por dia e uma imensa alegria de realizar sonhos, estabelecer metas e programar o futuro próximo. 

    Quem disse que o futuro a Deus pertence acertou, mas tento fazer a minha parte direitinho pois se eu já der uma programada, fica mais fácil para a equipe dele ajeitar tudo bem rápido e eu poder viver cada dia como se fosse o último. 

    É como eu digo no meu Canal no Youtube e na minha página SuperVivente no facebook: Eu SuperVivo com o câncer há 9 anos. Não somos amigos, mas temos uma boa convivência. Porque Superviver é muito mais saudável que sobreviver! 

    Tive que ter câncer para descobrir que a vida é o meu bem mais precioso e que lutarei por ela enquanto tiver forças. Quando eu conto minhas vivências nessas redes sociais, agora dando o meu depoimento aqui, a intenção é uma só: dizer que se eu posso, você também pode! 

    Quando eu ajudo alguém, na verdade, a mais ajudada sou eu e isso me gratifica todos os dias e todos os dias eu agradeço, não por ter tido o câncer, mas já que tive, agradeço pelas oportunidades de fazer amigos, realizar sonhos e continuar com este sorrisão, que como eu disse acima, nem cabe na foto.

     


     

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